19 de outubro de 2004

FESTA DO CINEMA FRANCÊS

Correu bem. Muitas sessões de casa cheia (lembro que tem mais de 800 lugares, a sala 1 do S. Jorge). Alguma descoordenação com as sessões paralelas (lembro o caso da apresentação quase à mesma hora de outros filmes do autor que estava a ser mostrado na sala principal. Das duas uma, ou se optava por ir ver um filme antigo ou, gostanto do filme recente perdia-se o ver ou rever de outros feitos anteriormente).

LES CHORISTES foi uma boa surpresa. Um filme de grande público que conseguiu fazer passar a emoção a uma audiência muito heterogénia.

O filme de Agnès Jaoui realizadora de O GOSTO DOS OUTROS volta a ganhar com COMME UNE IMAGE, uma comédia sobre um escritor egocêntrico (uma redundância, eu sei...).

François Ozon, que tem uma filmografia formidável desilude em toda a linha, com o sue 5 X 2, uma espécie de MEMENTO sentimental, com a montagem de trás para frente. A ideia não é má e as cenas são bem filmadas e interpretadas, claro. Mas chega-se ao final e apetece-nos citar o título infantil: "Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma".

Para o ano há mais, se o S. Jorge existir como cinema. Se esta câmara e as suas ideias pós-modernas fora de tempo não se lembrarem de o transformar numa coisa irreconhecível e musical...

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